Real digital: Bolsa Família e outros benefícios poderão ser pagos em criptomoeda

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A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou, nesta quarta-feira (26/07) um consórcio com a bandeira de cartões de crédito Elo e a Microsoft para o projeto-piloto do real digital. De acordo com o banco pública, apesar de poder desenvolver por conta própria, a iniciativa visa agilizar o processo. Benefícios sociais e trabalhistas poderão ser pagos no futuro por meio do real digital.

O Elo permitirá o desenvolvimento de opções de criptoativos com pagamento em parcelas, como ocorre com a fatura do cartão de crédito, e a Microsoft entrará com a experiência tecnológica, ajudando a acelerar a implementação da criptomoeda oficial, o real digital. Será uma moeda tokenizada, convertida em ativos digitais, no futuro, segundo informou a CEF, presente em 99% dos municípios brasileiros.

A tokenização pode ser definida como a representação digital de um bem ou de um produto financeiro, que facilita as negociações em ambientes virtuais. Por meio de uma série de códigos com requisitos, regras e processos de identificação, os ativos (ou frações deles) podem ser comprados e vendidos em ambientes virtuais. Em testes desde março, o real digital deve estar disponível no fim de 2024.

A compra de imóveis pelo real digital será uma dessas novidades a ser implementadas no ambiente virtual. O processo funcionaria como um pix para a aquisição e o pagamento de prestações da casa própria. A Caixa tem vantagem nesse processo porque lidera a concessão de crédito imobiliário no país e poderá influenciar todo o mercado ao adotar o real digital nas transações.

O consórcio ainda constrói os sistemas a serem acoplados à plataforma de testes criada pelo Banco Central, neste ano. A partir de então, os produtos e as soluções tecnológicas serão desenvolvidas, inclusive fora das diretrizes mínimas estabelecidas pela autoridade monetária. Os testes começam em setembro, avaliando a segurança da plataforma e os depósitos tokenizados das instituições financeiras.

Os ativos a serem usados no projeto piloto serão os seguintes: depósitos de contas de reservas bancárias, de contas de liquidação e da conta única do Tesouro Nacional; depósitos bancários à vista; contas de pagamento de instituições de pagamento; e títulos públicos federais. Os testes serão feitos em etapas, com as transações simuladas com títulos do Tesouro Nacional sendo feitas apenas em fevereiro do próximo ano.

Da redação com informações da Agência Brasil e imagem Banco Central do Brasil.