Paraná é o Estado brasileiro com maior crescimento proporcional em 150 anos

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Em 1872, a primeira e única capital da província e depois Estado do Paraná, Curitiba, somava 12 mil e seiscentos habitantes. Ano em que Castro era o mais populoso com quase 21 mil pessoas e Lapa 8.700. Nesse período União da Vitória pertencia para Palmas, desmembrada somente em 1890. Mesmo ano que São João do Triunfo foi emancipado de Palmeira e dali nasceram São Mateus do Sul e Mallet, por exemplo.

Atualmente, Curitiba tem 1,7 milhão de habitantes, Londrina 552 mil, Maringá 407 mil, Ponta Grossa 356 mil e Cascavel 345 mil. Desde 1872, o Paraná é o estado com maior crescimento populacional em termos proporcionais entre os estados brasileiros. O ritmo de crescimento do Estado foi mais de quatro vezes maior do que a média nacional, fazendo com que o Paraná passasse de 17º, há 50 anos, para o 5º na atualidade, superando Rio Grande do Sul.

No total, a população saiu de 126 mil para aproximadamente 11,4 milhões, enquanto o número de brasileiros saltou de 9,9 milhões, em 1872, para 203 milhões em 2023. Na liderança, São Paulo, com 43,6 milhões, Minas Gerais 18,5 milhões, Rio de Janeiro 15 milhões e Bahia 12,8 milhões. O Paraná desde 1960 oscilava entre 5º e 6º lugar, numa disputa com os gaúchos e trocas de posição ao longo das décadas.

Até os anos de 1950 o crescimento era semelhante entre a população residente nas áreas urbanas e rurais. Em 1970, havia mais pessoas no meio rural, 4,4 milhões, diante de 2,5 milhões de paranaenses nas cidades. Passando a se inverter a partir de 1980. Para esse censo, o IBGE ainda não divulgou os dados de 2022 para este segmento, portanto não é possível afirmar se o êxodo rural continua a ser uma característica da população paranaense, mas as informações disponíveis sobre os estudos anteriores apontam para uma tendência de estagnação da queda.

Desde a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1936, foi estabelecida o período de 10 anos entre cada censos demográficos e a ampliação dos questionários, com a inclusão de perguntas sobre aspectos econômicos e sociais como os de mão de obra, emprego, renda, fecundidade e migrações internas, entre outros temas. Esses estudos são importantes para as prefeituras porque embasam a distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Da redação com informações e imagem da AEN.